Logística reversa: projeto da Havaianas atinge 200 pontos de coleta no país

Globalmente, a iniciativa também expandiu: já são 395 pontos de coleta e mais de 56 toneladas de material coletado.
Logística reversa: projeto da Havaianas atinge 200 pontos de coleta no país

Marca líder em calçados abertos já reciclou mais de 126 mil pares de sandálias, o equivalente a 44,2 toneladas! As informações são da Forbes Brasil.

Além do retorno de mercadorias com defeito,  a forma mais comum de logística reversa é a devolução feita pelos consumidores, mas o conceito vai muito além. 

A prática abrange todo o ciclo de vida dos produtos, desde a fabricação até o descarte adequado ou reciclagem de resíduos pós-consumo, como pilhas, baterias, lâmpadas e pneus; com o objetivo de atuar nessa frente que o programa de logística reversa da Havaianas nasceu. 

O reCICLO  é realizado em parceria com a TrashIn, startup especializada na gestão de resíduos e logística reversa e com a Menos 1 Lixo, movimento de educação ambiental. 

Ao lado das instituições, a empresa que pertence ao grupo calçadista Alpargatas, busca conscientizar os consumidores sobre o descarte adequado, fazendo a reciclagem de chinelos antigos com a ajuda de cooperativas e parceiros.

Recentemente, o programa implementou o 200º posto de coleta de chinelos, chegando assim a 25 estados além do Distrito Federal. 

A iniciativa que começou em 2020, já reciclou mais de 126 mil pares de sandálias, o equivalente a 44,2 tonelada! Globalmente, a iniciativa também expandiu: já são 395 pontos de coleta e mais de 56 toneladas de material coletado.

Como o reCICLO funciona na prática?

De acordo com a empresa, o processo começa com a coleta das sandálias na urna das lojas. Depois, elas são levadas às cooperativas ou parceiros recicladores mais próximos. 

Então, o material passa por uma triagem e ganha um novo ciclo de vida, se transformando em outros objetos úteis no dia a dia, como:

  • Pisos;
  • Pneus de carrinho de mão;
  • Revestimentos para mobiliário;
  • Acessórios, como vasos, bolsas, carteiras e estojos.

Até o momento, a iniciativa gerou impacto social e ambiental. Além de beneficiar mais de 2 mil famílias com renda adicional através das cooperativas de reciclagem, toda a rota logística do programa foi estruturada para ser carbono zero. 

Segundo a empresa, a prática, já evitou a liberação de 2.054 quilos de dióxido de carbono (CO₂) pelo uso de bicicletas, e neutralizou 4.585 quilos de CO₂ com veículos à combustão.  A empresa também faz compensação do carbono emitido pelos outros modais – como carro e caminhão – por meio do plantio e da preservação de árvores na Amazônia.

“O Havaianas reCICLO é um programa que nos dá muito orgulho, com impactos socioambientais positivos, como a nossa rota logística estruturada para ser carbono neutro, com coletas de bicicleta em algumas lojas e com compensação do carbono emitido pelos outro modais, por meio do plantio e da preservação de árvores na Amazônia”, disse Mariana Rhormens, diretora de Marketing da Havaianas Brasil.

Consumidores esperam produção e descarte sustentável das grandes empresas

O reCICLO é apenas um dos exemplos de logística reversa que estão movimentando o mercado, e iniciativas similares tendem a se popularizar cada vez mais.

À medida que os clientes tornam-se mais conscientes de seu impacto sobre o meio ambiente, exigem também mais responsabilidade ESG das empresas – principalmente das multinacionais.

A demanda por Havaianas é global

A Havaianas é um dos maiores cases de sucesso do Brasil e, atualmente, está presente em mais de 130 países. Em outubro de 2022, a empresa anunciou que daria início a operação do novo Centro de Distribuição na Paraíba, com o objetivo de aumentar sua capacidade produtiva. 

A ideia do CD de aproximadamente 50 mil m² em Campina Grande (PB), surgiu para consolidar a produção de três fábricas da empresa localizadas no Nordeste (Campina Grande e Santa Rita, na Paraíba, e Carpina, em Pernambuco), otimizando o atendimento dos canais de distribuição. 

A capacidade de armazenamento conjunta sobe de 33 milhões para 39 milhões de pares, sendo considerada a maior estrutura de distribuição de calçados da América Latina!

“Em 2022 tivemos um boom nas vendas alavancado pela tendência “Brasilcore” e, com os jogos olímpicos no ano que vem, a propensão é que esse crescimento se mantenha para este e o próximo exercício”, disse Gabriel Aver, vice-presidente Industrial da Alpargatas.

O CD foi um grande passo estratégico da Alpargatas, já que foi pensado para atender o mercado interno e externo, uma vez que o mercado internacional responde por cerca de 40% das vendas totais e tem margem bruta bem superior ao nacional, na casa de 70% (contra 40% do Brasil). 

Leia também: Logistica internacional

Com a abertura do centro, a Havaianas pretende reduzir 50% no tempo de entrega para o mercado externo, que hoje varia entre 90 e 100 dias, reduzindo ainda os custos e melhorando o nível de serviço. 

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Os centros de distribuição são fundamentais para a expansão da Havaianas 

A fim de continuar expandindo, a empresa anunciou recentemente a ampliação do seu Centro de Distribuição localizado em Montes Claros, em Minas Gerais. O novo galpão deverá ser concluído em breve, com área construída de 30 mil metros quadrados e capacidade para 19,1 milhões de pares, ou seja, 38.513 posições.

A planta mineira fabrica 235 mil sandálias por dia, o que representa 35% do volume de produção, somando as quatro plantas da Havaianas no País.

A fábrica, que fica em Montes Claros, produz o principal produto de exportação da Alpargatas – a linha Havaianas Brasil, que possui a bandeira verde e amarela nas tiras. 

Atualmente, cerca de 51 mil pares/dia de sandálias são produzidas em Minas Gerais, número que deve chegar a 70 mil pares/dia ainda esse ano.

“Estamos ampliando o CD para preparar a fábrica para futuros crescimentos. Estamos um passo à frente desse planejamento, olhando para o futuro, já que a construção de uma estrutura como essa demanda tempo”, explicou a diretora de Pessoas da Alpargatas S/A, Daniella Fagundes.

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  • Amanda Moura

    Amanda Moura é formada em Ciências Sociais e do Consumo pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e se dedica a estudar comportamento, consumo e tendências.

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